Home Studio e Pré produção

Fala pessoal!

Gravei um vídeo falando sobre um disco que eu gravei em 2002/2003, o “Amores Mofados e Canções sem Fim” e de como eram as condições de gravação em Home Studio na época. Também falei sobre Pré Produção e se vale a pena lançar um disco nos dias de hoje.

E aí? Lanço um disco ou um single?

Tudo depende do público, você tem público?
Seguidores, fãs e não estou falando somente do mundo virtual não, estou falando de pessoas que curtem o seu som, que vão aos seus shows/apresentações.

Se você possui público você pode sim lançar um disco, caso contrário, eu apostaria em um single ou no máximo 2 músicas.

Por que devo lançar apenas uma música?

Primeiro porque o álbum/disco vai te consumir maior tempo e dinheiro, talvez algumas dores de cabeça também, e segundo que por não ter tanto dinheiro e talvez não levar a música tão a sério assim, você também não possua tempo hábil e o investimento correto para produzir um disco de qualidade.

No vídeo inclusive eu citei alguns dos “pecados” que os novos músicos tem cometido como se importar com a compra de equipamentos e na busca dos “plugins/vst´s” milagrosos e esquecendo de algo mais importante: A MÚSICA.

Existe uma parte do processo da gravação que na verdade começa antes da gravação, chamada Pré Produção. Neste ponto eu ressalto a importância e a facilidade do Home Studio, pois o Home Studio é o laboratório do músico, onde podemos literalmente experimentar, ousar, arriscar!

home studio e pré produção

O que é Pré Produção? 

Pré Produção é o momento de testar a composição da banda ou do artista, vou listar aqui alguns dos tópicos que podemos e devemos experimentar antes da gravação final:

  • Andamento: Mude e teste vários andamentos para a música, um pouco mais lento, um pouco mais rápido, 100 bpm é diferente de 110 bpm acredite.
  • Ritmo: E se essa música rápida virasse uma balada? E que tal vice-versa? Faça essas experimentações sem preconceitos, lembre-se vocês estão fazendo laboratório.
  • Tonalidade: Baixe um tom, aumente um tom, como o vocalista está sentindo a música? Está confortável? Dá para “forçar” um pouco mais? Nessa parte tem músicas que literalmente se transformam!
  • Estrutura da Canção: Como é a estrutura da sua canção? Começa com dois versos depois vem o refrão e repete tudo? Vamos tentar colocar mais um verso? Vamos fazer dois versos, refrão e mais dois versos? Escute canções que você se identifica e analise as estruturas delas.
  • Arranjo: Existe um riff de guitarra para a música? Que tal um de teclado? Sem riff? Vamos fazer algo mais parecido com um Groove? Trabalhem o som!
  • Timbres: No final podemos pensar em questões de identidade, guitarras e violões? Sem violões? Camas? Vocais? Timbres de distorções, orgãos, texturas…

Talvez faltou algum item, mas creio que esses sejam os principais.

Por fim a mensagem é: Trabalhe muito e depois que essas questões estão “no sangue”, aí sim chegou a hora de fazer a gravação final, depois a mixagem e a masterização, essa duas últimas etapas feitas de preferência com um profissional, eu indico o Rodrigo Itaboray, pesquise por esse nome no Google.

E aí sim lance a sua música na “Nuvem” ou Internet.
Assim você não terá “queimado” nenhuma etapa e a chance de ter um “produto” melhor é maior.

Espero que vocês tenham curtido essa técnicas, eu fico por aqui no meu velho e querido banco porque a praça é nossa!

Grande Abraço!

Nando Ramos.