O que restou?

(Nando Ramos)

Quase Sempre

Quase todo tempo muda…

 

Sem espada e Sem colete contra balas

Luta…

 

Como folha ao vento

Como pontos de fuga…

 

Sempre acho as Portas, mas as chaves.

Ninguém pode me mostrar ainda…

 

Eu conto os passos

Me vigio a cada dia

Pra não cometer qualquer loucura

Disfarço e desfaço esta falsa doçura.

E acordo enquanto à noite se curva.

 

O que sobrou

Do seu desejo sua estima

 

Se foi a glória,

O beijo, a boca a rotina.

 

Se a carne crua, Suor doce.

E a face fria

 

E o que se pode

Esperar de um novo dia.